Caipirinha Ville no jornal Valor Econômico

Starbucks de caipirinha
Postado por: Rodrigo Uchoa | Seção:consumo, Estilo de vida

Caipirinha Ville no jornal Valor Econômico

 

  • Mario Caterina, da Caipirinha Ville: empresa vende kits para caipirinha com cortador de limão patenteado e planeja quiosques de drink “express” em aeroportos

 

Imagine um quiosque que venda caipirinha “express”, feita em não mais de 30 segundos, na sala de espera de um aeroporto no Brasil, cheia de estrangeiros. “Eles ficariam loucos com isso!”, pensou o administrador Mario Caterina.

Com capital suficiente para começar o investimento, ele começou a se preparar para realizar o negócio que vislumbrou. O primeiro passo foi registrar o nome do futuro “Starbucks da caipirinha”, o Caipirinha Ville. Em seguida, passou a planejar a logística.

Como “cozinheiro empírico”, costuma reparar nos bares que fazem a famosa bebida brasileira e os procedimentos que usam. “Muitos erram ao cortar todos os limões de uma vez só, no início do dia, e vão usá-los só à noite. Esse processo, do corte à retirada do centro do limão, é a parte mais demorada”, diz Caterina. Assim, resolveu focar nessa limonada. Procurou designers e, com eles, desenvolveu um acessório que foi patenteado como Zaaz.

Trata-se de um fatiador de frutas, capaz de dividir um limão (ou uma laranja, ou três morangos, ou a fruta que o dono preferir encaixar na bugiganga) em seis pedaços e retirar o miolo – parte azeda que é sempre rejeitada pelos barmen ou aspirantes.

“Decidi adiar o plano do quiosque para antes conhecer o mercado”, diz Caterina. Por enquanto, está investindo na marca Caipirinha Ville como um kit premium com tudo que é necessário para preparar o drink: uma garrafa de cachaça, um socador, seis mexedores, seis copos, uma caixa de sachês de açúcar, um avental e, claro, um Zaaz.

A estratégia é, primeiro, fazer com que a marca apareça, para depois conquistar um parceiro, uma marca de bebidas que queira aliar seu nome à Caipirinha Ville para a instalação dos quiosques nos aeroportos e até em eventos.

“Fui ao Rock in Rio, um evento ótimo, mas com filas enormes para comprar comida ou bebida. Se houvesse lá dez quiosques treinados para servir com rapidez, as pessoas se dividiriam mais e não haveria tanta fila”, teoriza Caterina.

Enquanto o “grande parceiro”, como define Caterina, não chega, o kit é vendido apenas no site (www.caipirinhaville.com.br), por R$ 175 (com cachaça branca) ou R$ 185 (com bebida ouro). Já houve quem batesse à porta da empresa para comprar o Zaaz separadamente, mas Caterina não vende – e não se importa com possíveis cópias do Zaaz que possam aparecer no mercado. “É impossível conter a pirataria. Por enquanto meu interesse está em divulgar e agregar valor à marca, por isso vendemos kits completos”, diz confiante.

14-11-2011
suporte

Deixar uma Resposta